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Organizar o fluxo de caixa é fundamental para tirar o pé da lama

Conseguir tirar o pé da lama e livrar-se de uma dívida é muito difícil sem a concentração de esforços em duas frentes. Em primeiro lugar, é preciso reestruturar a dívida da melhor forma possível, procurando linhas de crédito de juros mais baixos e negociando com os credores, sejam eles bancos ou fornecedores. Mas nada disso surtirá efeito sem a reorganização das finanças da empresa, pois é aí que está a origem do endividamento.

Para ajudar na busca de soluções, ouvimos os consultores Raul Corrêa da Silva, sócio da RCS Consultoria, e Carlos Ercolin, diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) e dono da Hexis Consulting.

Bancos

Na busca de crédito, é fundamental levar em conta a finalidade do empréstimo. Assim, você evita cair no erro – bastante comum e muitas vezes fatal – de financiar investimentos de longo prazo com recursos para capital de giro, de prazos mais curtos e juros mais altos. Se você precisa de dinheiro para investimentos, o melhor é buscar linhas como as do BNDES ou do Proger, oferecida pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Se você tem um empréstimo de capital de giro, considere a possibilidade de migrar para os serviços que têm garantia de recebíveis (cheques pré-datados, duplicatas e faturas de cartão de crédito).

Controle de contas e corte de custos

No fluxo de caixa, você tem a radiografia necessária para detectar os problemas de sua empresa e, com isso, tirá-la da lona. Vale a pena projetar o fluxo para um período mínimo de três meses. Para cada dia, você registra o saldo inicial (valor em caixa na data), entradas, saídas, saldo operacional (valor das entradas menos as saídas na respectiva data) e saldo final (soma do saldo inicial e do operacional). As informações permitem conhecer com detalhes suas receitas, despesas, prazo de pagamento e de recebimento e necessidade de capital de giro para o seu negócio. Com todas as informações à mão, o primeiro passo é avaliar a viabilidade do negócio. Aí, pode vir a má notícia. “Se a empresa for inviável, com déficits crônicos e insolúveis de fluxo de caixa, o melhor é se desfazer do negócio enquanto dá para amenizar o prejuízo”, diz o consultor Ercolin. Muitas vezes, porém, a notícia é boa: dá para recuperar a empresa quando se sabe onde está o problema. Os cortes de custos também são essenciais nos tempos de vacas magras – e até nos das vacas gordas.

Redução de estoque

Se tem uma coisa que não combina com dívida é estoque. Quanto mais mercadoria estocada, maior a necessidade de capital de giro – logo, maior a necessidade de financiamento.

Atenção aos prazos

A falta de sincronia entre prazos de pagamento e de recebimento é outra grande causa do endividamento descontrolado. Por isso, todo cuidado é pouco ao alongar o prazo de pagamento dos clientes sem conseguir a contrapartida dos fornecedores. O problema pode até passar despercebido nas vendas menores, mas tende a jogar sua empresa no ralo nas grandes transações. “Muita gente quebra justamente na melhor venda da vida”, diz o consultor Ercolin. É que, para dar conta do pedido maior, é preciso aumentar também o valor desembolsado na compra de matérias-primas ou mercadorias. Se faltar dinheiro em caixa, o descompasso entre os prazos de pagamento e de recebimento pode ser fatal.

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